Reforma Tributária eleva importância da classificação fiscal na indústria

 

Transição para o novo sistema também exige revisão minuciosa de processos, portfólio e governança tributária nas operações industriais

A entrada em vigor da Reforma Tributária inaugura um dos períodos mais complexos da história recente para a indústria brasileira. A substituição gradual de tributos pelo novo modelo de IBS e CBS representa mais do que uma mudança de alíquotas: é uma transformação estrutural na forma como as empresas industriais organizam seus processos, formam preços e tomam decisões estratégicas.

Entre os principais pontos de atenção nesse novo cenário está a classificação fiscal dos produtos, que passa a ter impacto direto sobre carga tributária, direito ao crédito e enquadramento em regimes específicos previstos na legislação da reforma. O código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), que padroniza a identificação de produtos e tradicionalmente é tratado como uma obrigação operacional, assume papel central na governança fiscal da indústria, especialmente em um ambiente marcado por exceções, tratamentos diferenciados e regras que ainda estão em consolidação.

“Durante o período de transição, que se estende até 2033, a indústria conviverá com sistemas tributários sobrepostos. Esse modelo híbrido amplia riscos operacionais, exige maior controle sobre dados fiscais e torna qualquer inconsistência potencialmente onerosa. Um erro de classificação pode resultar em tributação indevida, glosa de créditos ou distorções relevantes no custo final dos produtos, com reflexos diretos sobre margens e competitividade”, explica Jair Bitencourt, Analista de Negócios na WK, empresa de ERP para gestão e que possui uma área exclusivamente dedicada às demandas da Reforma Tributária.

Além do impacto fiscal, as novas regras de tributação nacional impõem desafios relevantes ao planejamento industrial. Com os tributos passando a ser calculados separadamente do preço dos produtos, e com alíquotas que ainda serão definidas, podendo, inclusive, ser mais elevadas em termos nominais, as empresas precisam revisar suas estruturas de preço, contratos de fornecimento, políticas comerciais e estratégias de portfólio, analisando produto a produto. O efeito da tributação passa a ser mais visível e sensível, inclusive para o consumidor final.

Para o especialista da WK, outro fator que amplia a complexidade do cenário é o avanço da fiscalização baseada em dados. “A maior integração entre os fiscos e o uso intensivo de tecnologia para cruzamento de informações reduzem a margem para erros e tornam a consistência fiscal um requisito permanente. Por isso, a gestão tributária deixa de ser um tema restrito à área fiscal e passa a demandar alinhamento entre operações, tecnologia, jurídico e estratégia”, esclarece.

É nesse ambiente que a gestão integrada ganha relevância. Segundo Bitencourt, a adaptação à Reforma Tributária exige que a indústria trate informações fiscais como dados estratégicos do negócio. “Não se trata apenas de cumprir a legislação, mas de organizar processos e informações de forma estruturada para sustentar decisões em um cenário de transição longa e complexa”, afirma.

No ERP WK Radar, existe um motor de cálculo inteligente voltado à Reforma Tributária. Ele identifica automaticamente a necessidade de correções em códigos NCM e NBS e realiza o cálculo dos tributos conforme a nova legislação.

Como forma de apoiar empresas que ainda não contam com esse tipo de tecnologia, a WK também lançou uma plataforma inteligente de auditoria e enriquecimento cadastral voltada especificamente à Reforma Tributária. A ferramenta pode ser utilizada por qualquer empresa do mercado, sem a necessidade de ser cliente WK.

“O papel da tecnologia, nesse momento, é oferecer respaldo técnico e previsibilidade para que a indústria consiga atravessar a Reforma Tributária com segurança. A ferramenta reúne um levantamento estruturado de códigos e tributos, permitindo revisar e validar a classificação dos produtos dentro do próprio fluxo de gestão da empresa. O objetivo da WK é contribuir para que as adequações à Reforma Tributária sejam mais organizadas, consistentes e progressivas, reduzindo riscos e evitando rupturas neste período naturalmente complexo para o setor industrial”, reforça Márcio Tomelin, diretor de Mercado e Produto na WK.

Sobre a WK

A WK é uma empresa brasileira especializada no desenvolvimento de soluções completas de gestão empresarial, que há mais de 40 anos apoia negócios de diversos segmentos e portes na jornada de digitalização e eficiência operacional. Seu ERP WK Radar é um sistema completo, simples e flexível, que dá autonomia para os usuários e mais poder de decisão para quem lidera – com integração de processos e otimização de rotinas. Com sede em Blumenau (SC) e atuação nacional, a WK conta com um time de mais de 200 colaboradores e mais de 4 mil clientes. Reconhecida pela inovação contínua e pelo atendimento próximo aos clientes, a empresa tem expertise em Reforma Tributária, com toda a estrutura e suporte já adaptados para que os usuários vivenciem as mudanças da legislação. Além disso, o WK Radar é um dos primeiros ERPs do mercado com inteligência artificial generativa integrada, desenvolvido para atender de forma prática e personalizada as necessidades de gestão dos negócios.

Texto:  Roberta Koki

Imagem: divulgação

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