LICENÇA PARA RAMAL FERROVIÁRIO DA ARAUCO ABRE CAMINHO PARA O MAIOR AVANÇO LOGÍSTICO DO SETOR DE CELULOSE NO ESTADO

A autorização ambiental concedida pelo Imasul viabiliza a implantação do ramal ferroviário de 48 km em Inocência, obra que conectará a futura megafábrica de celulose da Arauco à Malha Norte. O projeto deve intensificar a competitividade logística, ampliar a capacidade exportadora e atrair novos investimentos, destaca Marcelo Armôa, da Semadesc

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) concedeu a Licença Prévia para o ramal ferroviário que atenderá a nova fábrica de celulose da Arauco em Inocência. A autorização, válida até 12 de novembro de 2029, confirma a viabilidade ambiental do empreendimento e permite o avanço de uma das principais obras de infraestrutura logística ligadas ao setor florestal no Estado.

Segundo Marcelo Armôa, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a liberação representa um passo decisivo para consolidar Mato Grosso do Sul como um dos maiores polos produtores e exportadores de celulose do país. Ele destaca que o ramal ferroviário será fundamental para garantir eficiência operacional à nova planta da empresa, que terá investimentos estimados em US$ 4,6 bilhões.

O projeto prevê a construção de 48 quilômetros de trilhos, interligando a fábrica à Malha Norte (Ferrovia Norte Brasil – EF-364), operada pela Rumo Logística. A expectativa é que a ferrovia permita o escoamento de até 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, reduzindo custos de transporte, ampliando o alcance comercial e fortalecendo a presença do Estado no mercado internacional.

A obra também contempla uma ponte de 269 metros, além de dois viadutos — um ferroviário e outro rodoviário —, todos localizados dentro de Inocência. O Imasul incluiu condicionantes ambientais rigorosas, como instalação de dispositivos de proteção à fauna, monitoramento periódico de animais silvestres, manejo apropriado de espécies e recuperação das áreas afetadas pela construção.

Para Armôa, a autorização do ramal reforça o protagonismo da Malha Norte e amplia as possibilidades de integração logística da produção sul-mato-grossense. “É uma estrutura estratégica que impulsiona a competitividade do setor de celulose e cria ambiente favorável a novos ciclos de investimento”, afirma.

Com a licença ambiental liberada, o projeto avança para as próximas etapas e se consolida como um dos mais relevantes em infraestrutura ligada ao setor florestal brasileiro.

 

By Redação
Foto:  Freepik

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