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Materias Técnicas


Pinus
Interação de genótipos De Pinus taeda L. COM LOCAIS no sul-sudeste do Brasil Parte 02
(24/02/2009)

3.2.   Estimativas da variância da interação progênies x locais

Os resultados da análise de variância conjunta dos quatro locais, considerando a média das

progênies são apresentados na Tabela 2. Verifica-se que os efeitos de progênies, locais e interação progênies x locais foram altamente significativos. Também  a  Razão  de  Verossimilhança  Restrita (LRT) foi significativa (Tabela 3). Esses resultados indicam que o agrupamento de dados de VOL não pode ser realizado, desconsiderando o efeito da interação das progênies x local.

Observa-se também, na Tabela 3, que a magnitude da variância de progênies é menor no modelo ajustado para a interação, o que indica que o modelo que incluiu o efeito de ambiente comum melhorou significativamente o ajuste dos dados. Esses resultados revelam o comportamento diferenciado das progênies nos quatro locais em que foi realizada a avaliação do volume na idade de seis anos e indicam que a seleção de genitores e árvores deva ser realizada para atender às necessidades específicas dos locais. Isso, embora resulte na melhor resposta média, é desvantajoso ao programa de melhoramento.

 

 


Tabela 1. Volume médio de madeira total do tronco por árvore, de progênies de Pinus taeda em quatro locais e parâmetros estimados a partir da anova (quadrados mínimos) e por máxima verossimilhança restrita.

Table 1. Average volume of total stem wood per tree of Pinus taeda progenies in four sites and estimated parameters through ANOVA and retricted maximum likelyhood

 

Locais

VOL

(dm3)

Quadrados mínimos

Máxima verossimilhança

 restrita

QM de progênies

   (2) s2p

(3) h2

(2) s2p

          (3) h2

Jaguariaíva

87,2

(1) 972,661

84,835

0,28

80,283

0,27

Sengés

49,4

(1) 459,622

37,340

0,29

37,616

0,29

Ventania

69,9

(1) 1091,858

98,312

0,34

95,034

0,31

Itapeva

69,4

(1) 791,294

71,242

0,28

70,436

0,28

1 Significativo (P<0,01)

2 Variância genética de progênies

3 Herdabilidade no sentido restrito.

Tabela 2. Significância do efeito da interação de progênies x locais pela análise de variância conjunta das avaliações de volume de madeira do tronco em quatro locais.

Table 2. Effect of progenes x site interaction through variance analysis of stem wood volume evaluation in four sites

 

Fontes de variação

          GL

Quadrados médios (3)

Variâncias

Progênies

45

(1) 2346,955

     56,226

Progênies x locais

135

   (1) 322,827

     17,988

Resíduo médio

1440

   (2) 160,937

 

1Significativo (P<0,01)

2 Média ponderada dos resíduos dos quatro locais

3 Médias de progênies (QM x no de blocos).

 

Tabela 3. Componentes de variâncias e função de verossimilhança (Log e L) estimados por REML a partir de modelo misto, com e sem ajuste para o efeito da interação. Significância pelo teste de razão de verossimilhança restrita (LRT).

Table 3.Variance components, function of maximum likelyhood (Log e L) estimated by REML on data pooled across sites and significance tested by likelihood ratio test (LRT)

 

      Parâmetros

Sem ajuste para a interação

Com ajuste para a interação

Variância de progênies

                 59,415

        55,257

Variância da interação

              ..

          3,815

Variância do erro

               181,334

      184,580

Log e L

         -36675,614

-36690,024

LRT

                       (1) 28,82

(2) l

                     6,63

1Significativo (P<0,01)

2Função densidade de probabilidade (Tabela do Qui-quadrado).

 


O efeito da interação das progênies x locais, por locais dois a dois, foi decomposto para avaliar a natureza dele. Constata-se, na Tabela 4, que a parte complexa predominou em todas as combinações de locais sendo de maior magnitude, quando o local Sengés era ausente. Nessa condição, a interação (simples) foi devido, em parte, à mudança na variabilidade de uma progênie de um local para outro. Porém, em nenhuma das combinações a falta de correlação genética entre progênies explica a maior participação da interação complexa que, nesses casos, pode ser atribuída à magnitude das variâncias genéticas em cada local.

Na mesma tabela, a LRT foi significativa para as combinações de locais, dois a dois. Isso indica que o agrupamento de dados de VOL não pode ser realizado desconsiderando o efeito da interação das progênies x local. Desse modo, a seleção de genitores e ou árvores dos testes de progênies deve ser realizada pelos dados de cada local. Em conseqüência, o programa de melhoramento não pode ser formado por apenas uma população de genitores e por um pomar de sementes por mudas, que maximizem a resposta média por ciclo de seleção. Isso, devido à perda de potencial genético pela seleção de genótipos com desempenho médio.

 




Fonte: Estefano Paludzyszyn Filho1, Admir Lopes Mora2, Romualdo Maestri3


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